Dead Combo - Putos a Roubar Maçãs
Se Carlos Paredes tivesse encontrado David Lynch, seria assim...
(À mistura com Alfredo Marceneiro, um qualquer "Pintas" decadente de Alfama, calçada portuguesa com merda de gato vadio entranhada, e tudo o resto...)
Nova vida, nova cidade... Amigos menos "diários"... Para que seja menor a distância. Um abrigo a visitar quando mais precisarmos. Como uma bicicleta voadora que nos traga... sempre juntos.
Se Carlos Paredes tivesse encontrado David Lynch, seria assim...
(À mistura com Alfredo Marceneiro, um qualquer "Pintas" decadente de Alfama, calçada portuguesa com merda de gato vadio entranhada, e tudo o resto...)
Na Poesia, Vêem-na assim....
O que é belo não morre: transforma-se em outra beleza. (Balley Ardrich)
Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada. (Fernando Pessoa)
O homem fraco teme a morte, o desgraçado chama-a; o valente procura-a. Só o sensato a espera. (Benjamin Franklin)
Na Wikipedia, assim...
Morte ou óbito são termos que podem referir-se tanto ao término da vida de um organismo como ao estado desse organismo depois do evento. As alegorias comuns da morte são o Anjo da
Morte, a cor negra, ou o famoso túnel com luminosidade ao fundo.
Apesar de tudo, prefiro a primeira...Sobretudo a de Pessoa (como sempre!)
A ideia tem tanto de simples como de potencialmente chocante.
Um fotógrafo e jornalista alemã propuseram-se acompanhar 24 doentes terminais nos seus últimos momentos de vida. Histórias de vida, sentimentos, o "viver" individual de cada morte, da sua morte. E uma fotografia do momento antes e do depois... É chocante e sobretudo incomodativa pelo simples facto do tema. Temos a morte como tabu, não há que negar. Como tudo que de certo modo, não compreendemos ou dominamos.
Mas será esse olhar para o lado, esse ignorar como se daí resultasse o seu desaparecimento, melhor que uma visão humana, simples, bela e natural da questão?
Como em tudo, talvez a indiferença e negação sejam sempre o caminho mais simples e fácil, mas também, sem dúvida, o mais cruel...
Fotos muito bonitas e sobretudo as "vidas" e depoimentos de cada um, dão uma nova visão desta questão e têm um novo e concreto impacto nas nossas vidas que ainda existem, aqui e agora.
Os mortos realmente falam, e a melhor forma de anular esse conceito de fim, de silenciamento, será assim. Digo eu.
Na Mãe D'água das Amoreiras, Museu da Água, que é como quem diz, cá por Lisboa mesmo...

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Tudo bem que a UNESCO se pôs fina, percebeu a essência do ser português na (não) valorização e gestão das suas riquezas e do que tem de único, e está de olho na ameaça betonizada que engolfa a Paisagem Cultural de Sintra, património da Humanidade, a cada dia que passa.
Tudo bem que concordo com o outro, quando diz que Portugal tem um enorme defeito, que é ter demasiados portugueses...
Tudo bem que o Parque Natural Sintra-Caiscais é um magnífico e natural meio envolvente para quem queira construir belos condomínios e mansões pseudo-bacoco-barrocas, ou seja, para que os Srs. Doutores e Engenheiros, Gestores e Aristocratas de alta linhagem disfrutem de tudo o que têm direito. Que o centro histórico de Sintra seja um belo dum portuga-organizado estacionamento, gigantesco e assambarcador, e que aniquile qualquer hipótese de possível sonho duma qualquer paz romântica ou tranquilidade numa viagem pelo ambiente que até a UNESCO sentiu, sem hesitar, e que é intrínseco a este pedaço de terra desafortunadamente lusitano.
Tudo bem... Tudo bem.
Mas, entre tudo isto, há pelo menos duas coisas que ainda conseguem, talvez até por insolência, dar um prazer e uma apaixonante vivência a quem tiver a curiosidade de as descobrir. (Não. Gil, tu não és uma delas...)
Em Sintra temos o eléctrico, esse belo velhinho vermelho que galga serra acima numa tranquilidade que já não se usa nos dias de hoje e que é encantadora, até à gostosa Praia das Maças e nos traz de volta ao fim de um refrescante dia de praia. Isso, meus amigos, nós ainda temos! Tudo bem que apenas ao fim-de-semana, mas nessa altura ele lá estará para receber quem saiba perceber que o tempo é uma invenção dos americanos para que pensemos que cada vez o temos em maior escassez e o busquemos incessante e doentiamente , e claro está, vender comprimidos anti-stress à nossa custa! Calma meus caros. O bom velhinho é eléctrico mas lá chegará. Não duvidem..
Em Sintra, logo ali, bem no centro da vila, ali mesmo ao lado daquele senhor dentro do "auto-móvel" (que de "auto" e "móvel" tem muito pouco) atrás de outros 1500 auto-móveis, entediado e furioso olhando o vazio nos 30 minutos em que já vai a procissão. "Hei, psst o senhor! Sim, é consigo. Já reparou onde estou sentado? Pois é, isto é uma sardinha vermelha (também velhinha) de lata e tem rodas.. Se calhar até se safava melhor com esta.. Sabe, esta pode levá-lo até bem longe.. Se acreditar muito.."
Pois.. E esta sardinha de lata, é o símbolo preso à parede branca da casa mais mágica de Sintra (Não. Gil, também não é a tua...): O Museu do Brinquedo.
Ali, se tiverem o prazer de entrar, se sobretudo ainda tiverem aquela curiosidade marota da canalhice, podem descobrir o mundo encantado dos brinquedos, não o da Leopoldina mas o outro, o verdadeiro..
O mundo do Sr. João Arbués Moreira, que teve a enorme simpatia de partilhar comigo, nas suas inúmeras histórias e peripécias pela sua viagem interminável num mundo de sonho. Tem mais de 40.000 brinquedos, tem brinquedos do "tempo do menino Jesus" (não, não estou a pregar partidas), tem coisas que todos conhecemos, que todos vimos há muito muito tempo atrás, que ficaram na nossa memória, que nos fizeram quem somos, mais até do que pensamos, e tenho a certeza, que ao surgir à vossa frente, ali naquela vitrine, irão fazer disparar aquele botãozinho lá no canto... E então a frase de espanto vai sair, junto com aquele brilho arregalado dos olhos, também não tenho dúvidas que sim: "Ah...Eu tinha um destes..."
E afinal, todos iremos perceber que ainda os temos, os nossos brinquedos, bem no fundo de nós (talvez até demasiado no fundo, em alguns casos...), para sempre!
Porque os brinquedos, como diz o Sr. João, o "menino" João, são feitos para as crianças sonharem...
http://www.museu-do-brinquedo.pt/
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Aqui está uma alternativa às tardes domingueiras típicas do português comum: uma visita aos viveiros do Instituto Superior de Agronomia!