Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, maio 02, 2008

Dead Combo - Putos a Roubar Maçãs

Se Carlos Paredes tivesse encontrado David Lynch, seria assim...
(À mistura com Alfredo Marceneiro, um qualquer "Pintas" decadente de Alfama, calçada portuguesa com merda de gato vadio entranhada, e tudo o resto...)

quinta-feira, março 22, 2007

Chiado

quinta-feira, dezembro 14, 2006

VISITA À ESTUFA FRIA (dedicado aos 3 hóspedes..e ao outro tb!)



Longos anos passados, o regresso à Estufa Fria de Lisboa.
Hoje verdadeiramente fria...

domingo, outubro 15, 2006

"Amor-te" na Mãe d'Água - LISBOA

Na Poesia, Vêem-na assim....

O que é belo não morre: transforma-se em outra beleza. (Balley Ardrich)

Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada. (Fernando Pessoa)

O homem fraco teme a morte, o desgraçado chama-a; o valente procura-a. Só o sensato a espera. (Benjamin Franklin)

Na Wikipedia, assim...

Morte ou óbito são termos que podem referir-se tanto ao término da vida de um organismo como ao estado desse organismo depois do evento. As alegorias comuns da morte são o Anjo da
Morte, a cor negra, ou o famoso túnel com luminosidade ao fundo.


Apesar de tudo, prefiro a primeira...Sobretudo a de Pessoa (como sempre!)

A ideia tem tanto de simples como de potencialmente chocante.
Um fotógrafo e jornalista alemã propuseram-se acompanhar 24 doentes terminais nos seus últimos momentos de vida. Histórias de vida, sentimentos, o "viver" individual de cada morte, da sua morte. E uma fotografia do momento antes e do depois... É chocante e sobretudo incomodativa pelo simples facto do tema. Temos a morte como tabu, não há que negar. Como tudo que de certo modo, não compreendemos ou dominamos.
Mas será esse olhar para o lado, esse ignorar como se daí resultasse o seu desaparecimento, melhor que uma visão humana, simples, bela e natural da questão?
Como em tudo, talvez a indiferença e negação sejam sempre o caminho mais simples e fácil, mas também, sem dúvida, o mais cruel...

Fotos muito bonitas e sobretudo as "vidas" e depoimentos de cada um, dão uma nova visão desta questão e têm um novo e concreto impacto nas nossas vidas que ainda existem, aqui e agora.

Os mortos realmente falam, e a melhor forma de anular esse conceito de fim, de silenciamento, será assim. Digo eu.

Na Mãe D'água das Amoreiras, Museu da Água, que é como quem diz, cá por Lisboa mesmo...

domingo, outubro 08, 2006

"DECLARAÇÃO DE AMOR"



Conhecem-se há uns anos, os dois. À tardinha, logo depois do almoço (coisa pouca para não pesar demasiado no estômago já bem vivido...), saem ambos de suas casinhas e seguem até ao jardim já ali abaixo, aquele mesmo ao lado da Igreja. Caminham, não com dificuldade, mas com a noção exacta do tempo e do que representa, adquirida com anos de experiência nesta vida, nas suas vidas. Chegam à hora de sempre, ela mais cedo uns minutos, talvez por uma qualquer ânsia juvenil que ainda palpita, mas que não ficaria bem aqui revelar... Ele atravessa a passadeira, e acelera ao notar a presença dela no banco de pedra, no mesmo banco de sempre, bem virado para a rua de S. Paulo. Cumprimenta com um levar da mão ao boné, logo tirado num misto de prontidão militar e delicadeza de dançarino. Ela acena com a cabeça e no abrir exactamente medido do cantinho dos lábios. Senta-se a fazer companhia, depois da devida solicitação, que considera algo ridícula depois de tantos anos, mas que nunca iria atropelar, que nisto das "intimidades" elas são tremediças, e não vá levantar um vendaval de pudores assentados naquela alminha ali ao lado...
Trocam breves palavras. Trivialidades, que no começo é sempre difícil grandes conversetas. Depois, lá vão engrenando, e por aí vai, desde as mazelas das varizes ao desmazelo no barbear, falam agora de tudo um pouco, chorando dores e angústias, rindo memórias alegres e felicidades supremas, sorrindo também (não vamos negar) elogiosos mas respeitosos piropos disfarçados de comentários mais casuais a um aprumo na camisa engomada ou ao aroma suave a rosas.
É neste exacto instante que os "apanho" e do mesmo modo os deixo.
E o tempo? O tempo não passa... o tempo não existe, quando estamos apaixonados.
P.S. (Ao que parece, Jesus é o nome dele. O dela não adivinho, mas é uma pena que o cartaz esteja tão mal colocado...)

terça-feira, agosto 22, 2006

Captain America, O Indesejado

Dizem por aí, que numa noite horrenda de breu, o nevoeiro se abaterá sobre a Olissipo antiga...

E então, o Capitão América tomará de assalto o Castelo de S. Jorge!

Dizem...

sábado, julho 29, 2006

Sintra

Tudo bem que a UNESCO se pôs fina, percebeu a essência do ser português na (não) valorização e gestão das suas riquezas e do que tem de único, e está de olho na ameaça betonizada que engolfa a Paisagem Cultural de Sintra, património da Humanidade, a cada dia que passa.
Tudo bem que concordo com o outro, quando diz que Portugal tem um enorme defeito, que é ter demasiados portugueses...
Tudo bem que o Parque Natural Sintra-Caiscais é um magnífico e natural meio envolvente para quem queira construir belos condomínios e mansões pseudo-bacoco-barrocas, ou seja, para que os Srs. Doutores e Engenheiros, Gestores e Aristocratas de alta linhagem disfrutem de tudo o que têm direito. Que o centro histórico de Sintra seja um belo dum portuga-organizado estacionamento, gigantesco e assambarcador, e que aniquile qualquer hipótese de possível sonho duma qualquer paz romântica ou tranquilidade numa viagem pelo ambiente que até a UNESCO sentiu, sem hesitar, e que é intrínseco a este pedaço de terra desafortunadamente lusitano.
Tudo bem... Tudo bem.

Mas, entre tudo isto, há pelo menos duas coisas que ainda conseguem, talvez até por insolência, dar um prazer e uma apaixonante vivência a quem tiver a curiosidade de as descobrir. (Não. Gil, tu não és uma delas...)

Em Sintra temos o eléctrico, esse belo velhinho vermelho que galga serra acima numa tranquilidade que já não se usa nos dias de hoje e que é encantadora, até à gostosa Praia das Maças e nos traz de volta ao fim de um refrescante dia de praia. Isso, meus amigos, nós ainda temos! Tudo bem que apenas ao fim-de-semana, mas nessa altura ele lá estará para receber quem saiba perceber que o tempo é uma invenção dos americanos para que pensemos que cada vez o temos em maior escassez e o busquemos incessante e doentiamente , e claro está, vender comprimidos anti-stress à nossa custa! Calma meus caros. O bom velhinho é eléctrico mas lá chegará. Não duvidem..

Em Sintra, logo ali, bem no centro da vila, ali mesmo ao lado daquele senhor dentro do "auto-móvel" (que de "auto" e "móvel" tem muito pouco) atrás de outros 1500 auto-móveis, entediado e furioso olhando o vazio nos 30 minutos em que já vai a procissão. "Hei, psst o senhor! Sim, é consigo. Já reparou onde estou sentado? Pois é, isto é uma sardinha vermelha (também velhinha) de lata e tem rodas.. Se calhar até se safava melhor com esta.. Sabe, esta pode levá-lo até bem longe.. Se acreditar muito.."
Pois.. E esta sardinha de lata, é o símbolo preso à parede branca da casa mais mágica de Sintra (Não. Gil, também não é a tua...): O Museu do Brinquedo.
Ali, se tiverem o prazer de entrar, se sobretudo ainda tiverem aquela curiosidade marota da canalhice, podem descobrir o mundo encantado dos brinquedos, não o da Leopoldina mas o outro, o verdadeiro..
O mundo do Sr. João Arbués Moreira, que teve a enorme simpatia de partilhar comigo, nas suas inúmeras histórias e peripécias pela sua viagem interminável num mundo de sonho. Tem mais de 40.000 brinquedos, tem brinquedos do "tempo do menino Jesus" (não, não estou a pregar partidas), tem coisas que todos conhecemos, que todos vimos há muito muito tempo atrás, que ficaram na nossa memória, que nos fizeram quem somos, mais até do que pensamos, e tenho a certeza, que ao surgir à vossa frente, ali naquela vitrine, irão fazer disparar aquele botãozinho lá no canto... E então a frase de espanto vai sair, junto com aquele brilho arregalado dos olhos, também não tenho dúvidas que sim: "Ah...Eu tinha um destes..."
E afinal, todos iremos perceber que ainda os temos, os nossos brinquedos, bem no fundo de nós (talvez até demasiado no fundo, em alguns casos...), para sempre!
Porque os brinquedos, como diz o Sr. João, o "menino" João, são feitos para as crianças sonharem...

http://www.museu-do-brinquedo.pt/

sábado, maio 06, 2006

O "Ballet Verde da Gulbenkian"....



Descobrimos há uns dias, que passear pelos jardins da Gulbenkian, é um dos prazeres mais agradáveis que se pode ter caminhando, na cidade de Lisboa. Um jardim cheio de plantas e plantinhas, todas misturadas sem ser em linhas geométrica e milimétricamente traçadas, cheio de cantos e recantos (da passarada também!) onde se pode sentar numa sombra fresquinha; árvores, muitas árvores, um lago central que se estende por alguns pequenos braços de água, morangos silvestres, qual tapete de bosque encantado, e onde os arbustos crescem sem aqueles penteados santinhos e idiotas que se fazem por "esse Portugal afora".. Deixem os arbustos em paz, sem o absurdo aparar de suiças e cabelinho tipo mancebo em dia de comunhão! E o silêncio, ou melhor, os sons naturais da água, dos pássaros do sacudir das folhas, é o que mais impressiona, em pleno centro da cidade lisbonense. E ainda por cima, sempre podemos dar uma espreitadela pela arte moderna portuguesa no Centro disso mesmo, e perceber a ignorância e completo desconhecimento a que esta está "botada" por nós. Falo por mim! E nem se tem de pagar por isso, pelo menos ao Domingo...

sábado, abril 15, 2006

Cais do Sodré

Tudo se agita sobre as águas.
O metal, quando é metal, assobia ao passar da onda
A onda que não cessa, que não deixa morrer.
Ondas, no fundo, são corações a bater
A bater para não parar. Parar nunca!
Parar é morrer. E se é para morrer,
Então que se acabe assim: A navegar...
8 Abril 2006

domingo, março 26, 2006

A Canção de Lisboa...

Em Lisboa há...


..jardins tibetanos...

..fé "aos montes"...

..há poesia à desgarrada...

..genialidade desperdiçada...

..há ruas onde apetece viver...

..há marcas que ficam...

..há esperança...

..não há gripes...

..há sentimentos profundos...

..há corações partidos...


Em Lisboa, enfim....

há Verdade!

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Os Shoppings e os outros shoppings!

Aqui está uma alternativa às tardes domingueiras típicas do português comum: uma visita aos viveiros do Instituto Superior de Agronomia!


Talvez não encontrem uma Mango, mas quem sabe uma Mangueira...
Talvez não encontrem um lugar Seguro para sentar, mas quem sabe algures uma Segurelha pronta a levar...
Talvez não encontrem pessoas medonhas, mas com certeza um Medronheiro estará lá a sussurrar...
Talvez não encontrem uma Zara, mas quem sabe A Zara...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006





Os burrinhos vieram à cidade....











E trouxeram amigos!!!!